Visita Técnica Museu de Arte Sacra exposição “Nossos artistas italianos” 21.10. 2021

O Grupo Museu Patrimônio retomou as visitas técnicas em museus e exposições em Outubro de 2021. A primeira visita, acompanhada pela curadora e artista Ruth Sprung Tarasantchi, foi ao Museu de Arte Sacra de São Paulo. A curadora da mostra coletiva “Nossos artistas italianos”, selecionou 81 trabalhos, entre pinturas e esculturas dos séculos XIX e XX, assinados por 21 artistas italianos, muitos deles exibidos pela primeira vez ao público. A parceria com a Sociedade dos Amigos da Arte de São Paulo – SOCIARTE, amplia ao público a oportunidade de conhecer obras de italianos que desembarcaram no Brasil ao final do século XIX,  em telas que exploram desde cenas do cotidiano a paisagens da cidade de São Paulo, em contextos, técnicas e imagens de relevância histórica e artística. Além de belas telas e esculturas, a exposição apresenta uma escala muito apropriada para o espaço e uma expografia que merece realce, por meio de disposição oitocentista. A organização por artistas, cujos nomes estão dispostos em evidência e legível nas paredes, organiza a coletiva, aferindo a importância e realçando a presença das particularidades temáticas e técnicas de cada indivíduo. Os agrupamentos das telas nas paredes, permite ao olhar passear pelas diferenças e similitudes das pinceladas, em tons, texturas e formas variadas, muitas vezes permitindo associações entre outros impressionistas, expressionistas e demais participantes dos movimentos transversais aos núcleos historiográficos rígidos e estanques. As esculturas de Victor Brecheret estão posicionadas em suportes ao centro da sala, e em aberturas preexistentes nas espessas paredes de taipa do museu. Uma mostra desenhada para o espaço, em escala e proporções, em quantidade de obras e profundo diálogo com o edifício histórico. O Grupo Museu patrimônio assim, retoma com vigor atenção aos espaços institucionais e expositivos, em visitas técnicas de estudos teóricos e práticos de um campo disciplinar em plena expansão e transformação.

Visita Técnica Exposição 4 Contemporâneos.

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Visita Técnica Exposição 4 Contemporâneos. Regina Lara, Norberto Stori, Marcos Rizzoli e Teresa Almeida. Galeria de arte A Hebraica . Visita técnica realizada em 21 de junho de 2018, Conduzida por Regina Lara. São Paulo-SP ” order_by=”sortorder” order_direction=”ASC” returns=”included” maximum_entity_count=”500″]

VISITA TÉCNICA Monumento e Mausoléu ao soldado constitucionalista de 32

VISITA TÉCNICA 

Monumento e Mausoléu ao soldado constitucionalista de 32

Data: 03/05/2018

O Grupo Museu/Patrimônio realizou visita técnica ao Monumento e Mausoléu ao soldado constitucionalista de 32 (1937-70), situado no Parque Ibirapuera, agendada por Anna Maria Rahme, participante do mesmo grupo de pesquisa. A data coincidiu com a realização do seminário sobre o Brasil Caipira, sétimo capítulo do vídeo O povo brasileiro (2000), sobre a obra de Darcy Ribeiro (1995). A seleção do local pretendeu evidenciar ao grupo as questões da mitificação da figura do bandeirante, ao lado de outros inúmeros símbolos representativos de uma dada paulistanidade buscada pelos realizadores da homenagem aos “heróis da revolução de 32”. Símbolos estes, intensamente, aprofundados em tese de doutorado da autora, pela FAUUSP (2005): Inovar e conservar: a ambiguidade no Monumento Constitucionalista.

O memorial, desde sua implantação e edificação, até os mosaicos, escultura e ossários revelam a inegável intenção de criar um reduto sagrado e, portanto, intocável, propósito aceito pelo autor Galileo Emendabili, vencedor do concurso público de 1937. Iniciando por relacionar a edificação obedecer à numerologia maçônica, especificamente, ao número nove, em clara alusão à data da eclosão do Movimento, o 9 de Julho – altura do obelisco, degraus da entrada, número de arcos e área interna de cada ambiente entre outros – mas, também, pelo uso das formas consagradas na Antiguidade Oriental e Ocidental.

A sagração do lugar é materializada pelo obelisco, que a população escolheu para nomear o monumento Obelisco do Ibirapuera, esta lâmina da “espada que mãe terra quando ao seu seio desembainha”, cantada em verso de Guilherme de Almeida e completada pelas alças ­- as duas entradas laterais -, em cuja base, na parte interna do mausoléu, acolhe o Herói Jacente – homenageando explicitamente os cinco “jovens mártires da Revolução”: Martins, Miragaia, Drausio, Camargo – MMDC – e Paulo Virgínio. Acima da escultura, nas paredes da parte oca ogival (não por acaso) do obelisco, situam-se dois portais com relevos em bronze: a Porta da Vida e a Porta da Glória, encimadas por um anel de mosaicos que celebra os desbravadores do “solo bandeirante” e o trabalhador paulista, erigindo o “altar da pátria” com o painel Classes Trabalhadoras de São Paulo.

Além desses altares laicos, os espaços circundantes são coroados por três altares a celebrarem a mistificação do Estado, posicionando-o ao lado das três passagens mais importantes da vida de Cristo. São mosaicos venezianos em minúsculas peças vitrificadas, de 1950, cuja intencionalidade está presente já nas denominações dadas por Emendabili: Natividade e Fundação da Cidade de São Paulo; Crucificação e Revolução Constitucionalista de 32; Ressurreição de Cristo e Promulgação da Constituição de 1934. O maior monumento em homenagem à luta constitucionalista, elevado numa das áreas de maior visibilidade – na confluência virtual entre as avenidas 23 de Maio e Pedro Álvares Cabral, no bairro do Ibirapuera – da maior cidade brasileira, capital do Estado de São Paulo, cumpre, portanto, a sagração do movimento, bem como sua eternização na memória paulista.

Os bandeirantes, identificados como Paulistas, em toda a América do Sul, surgem aqui como heróis ao lado dos soldados e intelectuais, tanto nos murais, quanto na estela em mármore à entrada do Mausoléu, na qual está gravada a Ode ao Bandeirismo, de Guilherme de Almeida, ao lado da Oração ante a última trincheira, do mesmo autor. No Monumento e Mausoléu, somam-se a sacrifício e conquistas em enaltecimento simbólico, anunciando a continuidade da luta pelo território e pela perenidade dos ideais da Paulistânia, apontada por Darcy Ribeiro como cultura surgida à época colonial, do movimento separatista Pátria Paulista, de 1887, e coroada pelos esforços da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, no século XX.

 

Visita Técnica

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Museu da Imigração do Estado de São Paulo
25 de Fevereiro de 2016

Visita sugerida por Paulo Barbosa

A proposta da visita ao Museu da Imigração do Estado de São Paulo complementa o seminário regular apresentado em reunião do Grupo Museu/ Patrimônio GMP na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAUUSP em 04/02/2016, em que se discutiu o texto Museums, Artefacts, and Meanings de autoria de Charles Saumarez Smith, primeiro capítulo do livro New Museology organizado por Peter Vergo, objeto da Série de Seminários Regulares do GMP nos encontros do primeiro semestre de 2016.

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