Chamada Aberta Edição ARA YMÃ 8

 

Está Aberta Chamada para Edição da Revista ARA YMÃ 8, com o tema:

 

IMAGEM DESLOCAMENTO

confira o texto de apresentação do Prof. Ricardo N. Fabbrini a seguir: 

 
O tema do dossiê de ARA 8 é o estatuto da imagem na contemporaneidade. Estamos vivendo, para certos críticos e artistas, um drama da percepção, ou seja, uma guerra das imagens: uma agonística, entendida como o momento decisivo (ágon) no qual o sentido ou o destino das imagens está sendo decidido. Mas “o que está acontecendo, afinal, com as imagens?”. É possível produzir na atualidade uma imagem que opere algum deslocamento em face dos clichês? O que seria uma imagem-enigma, ou de resistência, que se subtrairia à hegemonia das imagens vazias, planas; sem face oculta, ou mistério? Como produzir uma imagem que rompa com o horizonte do provável, interrompendo toda organização performativa e tautológica das imagens que circulam ininterruptamente nos meios de massa e na rede digital? O que é uma imagem que não seria um clichê? Onde acaba o clichê e começa a imagem pensativa, de beleza inquietante, que força sensivelmente o pensamento? Não se pode ignorar, no entanto, que as reações contra os clichês engendram, não raras vezes, outros clichês.   

Frente à saturação de imagens própria a sociedade do espetáculo que nos tornou cegos, de tanto ver, é necessário, assim, uma reeducação dos sentidos que devolva à percepção sua capacidade de apreender as nuances de uma dada imagem. Constatando-se a necessidade de reorientação da percepção, é preciso que o observador substitua a pergunta habitual, própria do hedonismo ansioso: “o que veremos na próxima imagem?”, pela indagação morosa: “o que há para se ver nesta imagem que temos diante de nós?”. Porque é na percepção marcada pela demora, pelas hesitações, pela perda de tempo e pelo tempo perdido, pela paciência em desvelar o segredo de uma imagem de exceção, que teríamos a negação da temporalidade do consumo capitalista, com suas palavras de ordem: gozo, narcisismo, competitividade, performance, ou sucesso.

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Helen Rose Takahashi Ikeda

Mestranda em Museologia (PPGMus 2018) do Programa de Pós Graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia, da Universidade de São Paulo (MAE-USP), Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas , Universidade de São Paulo ( FFLCH-USP, 1981) , Pós Graduação Lato Sensu em Celulose e Papel – SENAI – Departamento Regional do Paraná (2016). Desde 2011, proprietária – Micro Empresa. Tem experiência na área de Arqueologia e Museologia, com ênfase em Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Coleções Museológicas. Desenvolve a dissertação do Mestrado: “Caracterização físico-química de papel e tinta de aquarela (séculos XIX-XX): composição e produtos de degradação. Orientadora: Profa.Dra. Dalva Lúcia Araújo de Faria, Instituto de Química, USP.

ikeda.helen@usp.br

Juliana Costa Cruz

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 2003. Atualmente participa do Grupo de estudo Museu e Patrimônio e coordenação de projetos desde a concepção até a finalização das obras, residenciais e comerciais, através da plataforma BIM. Experiência de mais de 15 anos em Construção e Incorporação, atuando em empresas como Restoque, Grupo Protege e Grupo Francal e Gafisa, onde, por dois anos consecutivos, venceu o prêmio “Gafisa Melhores Práticas”.